Leonardo Winocur é economista e fundador da Leo & Co. / Foto: Juca Rodrigues

Startup facilita encontro entre empreendedores e investidores

Leo & CO alerta sobre entraves para quem tem dinheiro para colocar no mercado brasileiro.
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Novos negócios, conectados com as necessidades do mercado. Criatividade. Segurança para quem investe e para quem cria. Esses três ingredientes são a base da Leo & Co , startup criada neste ano pelo economista Leonardo Winocur, em São Paulo. A proposta é oferecer segurança para quem tem como investir em novos empreendimentos e facilitar a captação de recursos para quem precisa encontrá-los. Tudo isso pensando também em novos tipos de negócios que o mundo contemporâneo tem feito surgir.

Novos negócios, conectados com as necessidades do mercado. Criatividade. Segurança para quem investe e para quem cria. Esses três ingredientes são a base da Leo & Co , startup criada neste ano pelo economista Leonardo Winocur, em São Paulo. A proposta é oferecer segurança para quem tem como investir em novos empreendimentos e facilitar a captação de recursos para quem precisa encontrá-los. Tudo isso pensando também em novos tipos de negócios que o mundo contemporâneo tem feito surgir.

“A empresa foi criada no começo de 2018, a partir da interação com clientes, que relatavam a necessidade de captar recursos para a expansão de pequenas empresas. Sabemos que, embora haja lugares onde investir e, ao mesmo tempo, haja investidores, o encontro dessas duas pontas nem sempre é fácil e cheio de receios de ambas as partes”, conta. Winocur começou esse trabalho de forma paralela, enquanto construía sua carreira no mercado financeiro, trabalhando com fundos de investimento. “Comecei fazendo algumas consultorias a pessoas que me procuravam. Era um trabalho de fim de semana, mas identifiquei uma lacuna a preencher”.

A proposta de Winocur, então, se baseia em primeiro entender qual é o negócio que precisa de investimentos. “Fazemos projeções para a startup, calculamos o fluxo de caixa que precisa ser captado. Essa conta nos dá uma diretriz sobre quanto vale a empresa. Com isso, conseguimos fazer uma conta para apresentar aos investidores uma estimativa de ganhos”, explica o economista formado pela USP. De posse dessas informações, começa a procura por possíveis investidores.

Startups

Winocur, ao criar seu negócio, também estava atento ao mercado crescente no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), existem atualmente cerca de 4,2 mil empresas nesse formato no País, embora seja difícil chegar ao número exato. A principal característica desses empreendimentos é o fato de serem novas no mercado, terem custos de manutenção baixos, serem inovadoras e terem rápido potencial de crescimento. Por serem novidades ou por, muitas vezes, trabalharem em plataformas exclusivamente digitais, muitas delas encontram dificuldades para se estabelecer. “Há muitas pessoas que têm patrimônio grande e não têm como chegar às empresas que precisam de dinheiro ou, então, há receio de perder o que se investiu”, comenta.

Leonardo Winocur é economista e fundador da Leo & Co. / Foto: Juca Rodrigues
Leonardo Winocur é economista e fundador da Leo & Co. / Foto: Juca Rodrigues

Além disso, muitos investidores, de acordo com Winocur, hesitam por insegurança jurídica. Por isso, a Leo & Co também atua com advogados parceiros. “Os investidores sabem que, se investem e uma empresa vai à falência, eles também perdem e podem se comprometer juridicamente, sobretudo se os contratos forem mal feitos”. Por essa razão, de acordo com Winocur, ainda há uma tendência de as pessoas preferirem investimentos mais tradicionais, em bancos ou em imóveis. Outro fator agravante e que a Leo & Co. pretende minimizar é a inexistência de uma plataforma que faça o gerenciamento e o contato entre quem tem o dinheiro e quem precisa de aporte financeiro para viabilizar um negócio.

Nos cálculos, também são levadas em consideração as taxas de retorno. Em geral, ao investir no Tesouro Direto, o retorno fica em torno de 6% a 6,5%. Na Bolsa, ele pode chegar a 15% ao ano. “Para investir numa empresa pequena, o investimento é muito mais arriscado. Então, o justo é que o investidor possa ganhar de 25% a 30%. Numa startup, é ainda mais arriscado. Temos que dar essa segurança, para viabilizar para ambas as partes”, explica o economista.

“Há muitas pessoas que têm patrimônio grande e não têm como chegar às empresas que precisam de dinheiro ou, então, há receio de perder o que se investiu”.

Diminuição de riscos

Para diminuir riscos e oferecer mais segurança ao investidor, a Leo & Co. formaliza os investimentos por meio de contratos mútuos conversíveis em cotas. Isso quer dizer que, ao investir, uma pessoa ainda não faz parte do contrato social da empresa que está recebendo o dinheiro. A participação no quadro societário vai ocorrer se, e somente quando, o negócio der certo. Em outras palavras, é uma garantia de conseguir de volta a quantia investida em forma de uma parte do capital social de uma empresa somente quando ela dá certo.

Para oferecer ainda mais segurança e para facilitar também o encontro dos investidores, o trabalho da Leo & Co. passa por quatro etapas. Com a assessoria de Winocur, o projeto de captação de recursos é escrito. Na sequência, a equipe jurídica redige os contratos que serão firmados entre empreendedor e investidor. Depois, é feita a captação dos recursos e, por um período de, no mínimo, dois anos, é feito um acompanhamento do negócio. “A Leo & Co., nessa etapa final, torna-se um link entre o negócio e o investidor”, explica o empreendedor.

Assim, o tempo total da consultoria varia de acordo com o projeto e o estágio do novo negócio. Só para a captação dos recursos são necessários entre três e seis meses. Justamente por passar por essas etapas e para oferecer mais segurança, alguns negócios são recusados pela startup. “Não trabalhamos com empreendimentos para os quais não conseguimos entender qual o valor que o projeto está gerando.

Às vezes, pode ser um projeto que traz valor, mas é difícil transformá-lo em negócio, torná-lo um bom investimento, rentável para os envolvidos. Muitas ideias deveriam ser financiadas pelo governo ou se tornar uma atividade de terceiro setor, pois é difícil torná-las adequadas ao mercado. Nesses casos, preferimos não oferecer assessoria, pois seria arriscado demais para o investidor”, pondera.

Projetos ativos

Atualmente, a Leo & Co. tem cinco projeto ativos, todos voltados à investimento em startups, em áreas distintas, que envolvem, por exemplo, serviços domésticos, expansão de negócios, plataforma de educação à distância, serviços de assessoria de comunicação e um projeto para automação de armazéns.

Por Elisandra Berti

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