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Imagine viver num lugar onde não existem regras, convenções ou punições de qualquer natureza. No universo de Westworld, série produzida e exibida pela HBO desde 2016, um grupo de pessoas convive com androides super avançados que simulam as emoções humanas, o que gera a dúvida sobre “quem é o quê” dentro daquele mundo. Baseada no filme homônimo lançado em 1973 pelo roteirista Michael Crichton, criador de sucessos como a franquia Jurassic Park (1990) e o drama médico ER (1994), o enredo complexo e cheio de reviravoltas, além do elenco de nomes conhecidos, cativou o público que tornou a série um sucesso de audiência e crítica. Mas o que é possível inferir sobre tamanho sucesso e os indícios de futuro nele contidos?
A evolução tecnológica e as mudanças comportamentais delas derivadas trazem não só o desafio de preparar crianças e jovens, como também o de propor uma educação que prepare os adultos para a clareza de riscos e a necessidade de construção conjunta do futuro e permitam uma atitude mais consciente dos processos de inovação.
Durante sua conferência para desenvolvedores, realizada em maio, na cidade de Mountain View, Califórnia (EUA), o Google apresentou um pacote de anúncios impressionantes, como se não se via há tempos no Vale do Silício. Entre as tecnologias anunciadas, teve destaque a assistente da empresa, que ganhou seis novas vozes em inglês.
Desburocratizar a relação entre universidade e mercado, facilitar o apoio financeiro ao desenvolvimento de projetos em inteligência artificial e possibilitar que o conhecimento sobre IA atinja mais pessoas e áreas da sociedade. Esses são três objetivos do Center of Excellence in Machine Learning (CoE-ML), coordenado pelo diretor do Núcleo de Computação Científica da Universidade Estadual Paulista, professor Sérgio Novaes.
Desigualdade é palavra-chave para o momento econômico, marcado pela falta de oportunidades que o mundo enfrenta. Só para se ter exemplos de como isso se traduz na prática, de toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% foi parar nas mãos do 1% mais rico do planeta. Do outro lado, a metade mais pobre da população global – 3,7 bilhões de pessoas – não ficou com nada. No Brasil, há cinco bilionários com patrimônio equivalente ao da metade mais pobre do País, chegando a R$ 549 bilhões em 2017 – 13% maior em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, os 50% mais pobres do Brasil tiveram sua “riqueza” reduzida no mesmo período, de 2,7% para 2%. Os dados são da organização não governamental OXFAM, de atuação internacional, que, desde os anos 1950, defende e incentiva o desenvolvimento sustentável.
Há pouco mais de dez anos, surgia no bairro do Capão Redondo, periferia da capital paulista na zona sul, e um dos mais carentes da cidade, o projeto Fábrica de Criatividade. Criada pelo empreendedor Denilson Shikako, de 34 anos, – que cresceu na região e se formou em Computação e em Música – a consultoria de inovação nasceu em 2007 e funciona até hoje na mesma sede. Atualmente, atendendo grandes empresas do País, ainda mantém projetos sociais na região, sempre com a motivação de criar e o desejo de transformar.
Outras imagens, presentes em periódicos científicos, mostram como serão os úteros artificiais, capazes de gestar um bebê, desde a fecundação, até sua completa formação, sem necessitar de um corpo materno. E mais, esse processo de gestação, hoje futurista, poderia inclusive ser controlado por máquinas e algoritmos, que irão compreender a necessidade de cada feto em receber nutrientes e estímulos físico-químicos. Isso tudo que presenciamos é inovação, e inovação disruptiva, aquele modelo de inovação que rompe com padrões consolidados e apresenta novas propostas, nos fazendo repensar nossa relação com o mundo.
O avanço da tecnologia, além de possibilitar um olhar para o que pode ocorrer no futuro, prevendo possibilidades e desafios, leva o psicanalista Christian Dunker, professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais celebrados profissionais da área no País, a buscar na História alguns passos para a compreensão do sujeito e para a identificação de novas formas de sofrimento, que se associam às transformações pelas quais o mundo passa na relação entre Ciência, Técnica e Ética.
Não há dúvidas de que a gestão do tempo e a adoção de ferramentas adequadas de produção e compartilhamento do conhecimento são habilidades necessárias para o progresso de um cientista. Mas o dia a dia dos espaços acadêmicos, as exigências formais e as cobranças podem, facilmente, tornarem-se impedimentos e entraves para resultados rápidos e acessíveis a um grupo grande de pessoas.
Julho de 2018. No mês em que as atenções estavam voltadas para a Copa do Mundo de Futebol na Rússia, logo depois de um fatídico 2x1 frente à Bélgica, a Seleção Brasileira se despediu do torneio. Ainda durante o jogo, começou a caça às bruxas: responsabilidade atribuída aos jogadores, à comissão técnica e à preparação para as partidas. Porém, um alvo é escolhido: o meio-campista Fernandinho, jogador do Manchester City da Inglaterra. Uma sequência de erros dentro das quatro linhas foi o estopim para uma enxurrada de críticas nas redes sociais do meio-campista. Mas os comentários extrapolaram a exposição de ideias e tornaram-se ofensas racistas. Não uma, não dez, mas milhares de comentários criminosos escancarados para quem quisesse ler na rede social com o maior número de usuários no planeta: o Facebook.
Cientistas, costumeiramente, são questionados: por que, apesar dos avanços científicos e tecnológicos, doenças como a Aids e o Câncer ainda vitimam milhões de pessoas no mundo? Em resposta, a ciência busca incessantemente reverter esse quadro e, nessa tarefa, os avanços relacionados à pesquisa do sistema CRISPR – do inglês Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats (em português, em tradução livre “Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas”), encontrado por pesquisadores pela primeira vez em 1987 no genoma das bactérias E.Coli, tenta contribuir no tratamento e prevenção dessas e outras doenças.
No mundo da pós-verdade, onde Donald Trump é um dos homens mais poderosos do mundo, um debate que vem tomando a mente das pessoas é sobre a real influência das redes sociais online e seus fluxos de conteúdo em nossas tomadas de decisão como, por exemplo, o voto.
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