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Outras imagens, presentes em periódicos científicos, mostram como serão os úteros artificiais, capazes de gestar um bebê, desde a fecundação, até sua completa formação, sem necessitar de um corpo materno. E mais, esse processo de gestação, hoje futurista, poderia inclusive ser controlado por máquinas e algoritmos, que irão compreender a necessidade de cada feto em receber nutrientes e estímulos físico-químicos. Isso tudo que presenciamos é inovação, e inovação disruptiva, aquele modelo de inovação que rompe com padrões consolidados e apresenta novas propostas, nos fazendo repensar nossa relação com o mundo.

Não há dúvidas de que a gestão do tempo e a adoção de ferramentas adequadas de produção e compartilhamento do conhecimento são habilidades necessárias para o progresso de um cientista. Mas o dia a dia dos espaços acadêmicos, as exigências formais e as cobranças podem, facilmente, tornarem-se impedimentos e entraves para resultados rápidos e acessíveis a um grupo grande de pessoas.

Durante sua conferência para desenvolvedores, realizada em maio, na cidade de Mountain View, Califórnia (EUA), o Google apresentou um pacote de anúncios impressionantes, como se não se via há tempos no Vale do Silício. Entre as tecnologias anunciadas, teve destaque a assistente da empresa, que ganhou seis novas vozes em inglês.

Você sai de casa pela manhã e vai ao médico. Um robô, isso mesmo, um robô, lhe oferece diversas possibilidades de tratamento, baseado nas informações sobre sua história clínica, relacionando-a ao que se sabe de mais moderno sobre cura e terapia. Depois, você passa no banco e outra máquina, a partir de dados acumulados sobre suas transações e perfil, oferece-lhe um empréstimo, checa os dados e se responsabiliza por todos os procedimentos. Você volta para casa e o carro, no caminho, avisa que você está cansado e é hora de parar de dirigir, para evitar um acidente. Se dias depois você voltar à clínica e descobrir que precisa de um transplante, o órgão que vai receber pode ser totalmente artificial, formado por chips. Parece um mundo de tela de cinema e ficção científica e, embora sejam casos de emprego da inteligência artificial (IA), eles já indicam o advento de um novo cenário para a tecnologia: o surgimento da vida artificial.

Julho de 2018. No mês em que as atenções estavam voltadas para a Copa do Mundo de Futebol na Rússia, logo depois de um fatídico 2x1 frente à Bélgica, a Seleção Brasileira se despediu do torneio. Ainda durante o jogo, começou a caça às bruxas: responsabilidade atribuída aos jogadores, à comissão técnica e à preparação para as partidas. Porém, um alvo é escolhido: o meio-campista Fernandinho, jogador do Manchester City da Inglaterra. Uma sequência de erros dentro das quatro linhas foi o estopim para uma enxurrada de críticas nas redes sociais do meio-campista. Mas os comentários extrapolaram a exposição de ideias e tornaram-se ofensas racistas. Não uma, não dez, mas milhares de comentários criminosos escancarados para quem quisesse ler na rede social com o maior número de usuários no planeta: o Facebook.

O século XXI marca um tempo em que velhos modelos são abalados. As antigas estruturas parecem já não mais fazerem sentido. No século XXI inovação é palavra de ordem.  Apesar das mudanças serem perceptíveis em um determinado nível, há um outro nível que passa muitas vezes desapercebido: o nível da transformação cultural, o qual abarca valores e significados, e afeta consideravelmente os desejos dos indivíduos.

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